O Inspector-geral do comércio lançou um apelo hoje aos agricultores no sentido de venderem os seus produtos de modo a evitarem as consequências negativas.

Alberto Mendes Pereira falava em declarações exclusivas à Agência de Notícias da Guiné sobre a comercialização da castanha de caju em  diferentes zonas do pais

“A castanha de caju corre o risco de baixar de preço uma vez que já chegou a época chuvosa e que até então não existe consenso na prática de preço para a comercialização do mesmo. Digo isso porque se praticam diferentes preços em distintas zonas do país, em alguns se praticam 600 fcfa o quilo e noutras 800 fcfa por cada quilograma”, disse Alberto Pereira.

Acrescentou que tendo em conta ao preço de referência anunciado  pelo Presidente da República muitos não venderem os seus produtos preferindo aguardar pelo melhor preço, o que poderá não acontecer devido a tendencia que se vislumbra no  mercado internacional.

Alberto Pereira confirmou haver muita fuga da castanha para o estrangeiro principalmente para o viuzinho Senegal, devido ao arranque tardio da compra da castanha motivado pela discordância dos exportadores em relação ao preço base de 1000 francos cfa.

Acrescentou que, habitualmente, enviam ao terreno mais de 300 fiscais para o controlo do escoamento da castanha para Bissau mas que devido a falta de meios financiros só puderem ter no terreno cerca de 200 fiscais.

 “Podemos dizer que a insuficiência de fiscais no terreno pode ser considerada também   uma das causas da fraca actividade de combate  à fuga da castanha para países vizinhos. Não há como fazer uma vez que não existem meios e  os Guardas nacionais que estão nas zonas fronteiriças não estão a colaborar”, disse Mendes Pereira.

Segundo Alberto Pereira algumas pessoas foram detidas na tentativa de levar a castanha para o Senegal mas muitos conseqguiram  escapar, devido a falta de colaboração da própria população.

Alberto Mendes Pereira explicou que a maioria de casos de fuga se devrificou na região de Cacheu, devido a existência de muitas vias clndestinas de acesso à fronteira.

O Inspector-geral do Comércio apela aos governantes no sentido de pensarem no interesse do país e de não misturarem assuntos económicos com a política, tendo sublinhado que na Guiné-Bissau muitas pessoas dependem da castanha de cajú para sobreviver.

Sustentou que  o preço de referência de um produto não significa a imposição da obrigatoriedade do seu cumprimento e que por isso, não é normal dar ordens para prender os comerciantes que não estão a comprar a castanha ao preço de 1000 francos cfa.

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