No passado dia 29 de dezembro, em declarações aos jornalistas, à margem dos trabalhos parlamentares, o líder do hemiciclo guineense, Cipriano Cassamá, referiu ter sido informado pelo representante do FMI no país, Oscar Melhado, que havia fortes indícios de corrupção no atual governo da Guiné-Bissau.

“Recebi o representante do FMI no meu gabinete de trabalho, na presença de dois elementos da minha equipa, que me disse que este governo é o pior de todos os governos, com altos níveis de corrupção sobretudo nos ministérios do Comércio e das Pescas”, disse Cipriano Cassamá.

Falando em nome do ministro Orlando Viegas, o assessor de imprensa do Ministério das Pescas, João Gomes, considerou de “levianas e infundadas” as afirmações do líder do parlamento a quem acusa ainda de “denotar problemas psíquicos pelo tom de voz”.

Para o Ministério das Pescas, “as calúnias” de Cipriano Cassamá “apenas servem para desviar atenções” em relação “às atuações fraudulentas” que tem tido no presente como no passado no exercício de cargos públicos.

Segundo João Gomes, o ministro Orlando Viegas diz-se aberto para se sujeitar à quaisquer comissões de inquérito ao mesmo tempo que adianta estar de consciência tranquila no exercício das suas funções.

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