O porta-voz do Partido Africano  da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), acusou hoje o Ministério Público de perseguir os seus militantes, concretamente os 13 que estiveram envolvidos no caso de assalto à  sede nacional do partido  em Outubro de 2017 por um grupo de indivíduos que disseram serem militantes do PAIGC.

João Bernardo Vieira falava em conferência de imprensa em solidariedade para com os 13 militantes que na sua opinião “deram tudo” para a defesa da sede do partido.

“As pessoas que assaltaram a sede justificaram  que queriam o dialogo, mas como é que alguém que diz querer dialogar invade a sede do partido munidos de catanas, ferros e outros materiais que demostram claramente  que não vieram para conversar “,disse.

Para o porta-voz dos libertadores, o mais caricato de tudo para o PAIGC, é que alguém assalta a sua casa em vez de Ministério Público intimar os assaltantes, opta por notificar o dono da casa para o interrogar.

Disse que aos  13 elementos foram aplicadas medidas de sanção que as obriga a apresentar-se periodicamente no  Ministério Publico.

João Bernardo Vieira considera tais medidas de ilegais e abusiva .

 “Estranhamente vimos situações como este em que os assaltantes não foram notificados ou até aqui não temos nenhuma informação se foram intimados ou não a responder no Ministério Publico. Por isso, o PAIGC condena este acto e o entendemos como uma “perseguição política”, disse.

Questionado sobre a última posição do Partido da Renovação Social (PRS),sobre o inicio das negociações com os partidos políticos com assento no parlamento sobre a reabertura da Assembleia Nacional Popular para permitir a realização de uma sessão extraordinária, João Bernardo

Vieira disse que o seu partido sempre esteve aberto para encontrar solução que vai trazer a paz e estabilidade na Guiné-Bissau.

“Se recordam desde início, o PAIGC convidou o PRS e aquele convite foi um sinal claro de que o partido de Cabral vai assumir a sua responsabilidade histórica neste país”, referiu.

 Salientou que o seu partido continua aberto para encontrar soluções que aliviem a dor e o sofrimento do povo .

A sede do PAIGC foi invadida em Outubro do ano passado por militantes que apoiam o grupo de 15 deputados expulsos do partido.

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