O presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá e o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, reafirmaram a defesa do Acordo de Conacri como solução para saída da crise.

O Acordo de Conacri é um documento patrocinado pelos líderes da África Ocidental como caminho para terminar com o impasse na Guiné-Bissau cujos principais eixos têm que ver com a nomeação de um primeiro-ministro de consenso de partidos com assento no Parlamento e que gozasse da confiança do chefe do Estado.

Alberto Nambeia, líder do Partido da Renovação Social (PRS) e Luís Oliveira Sanca, em representação da coordenação dos 15 deputados expulsos do PAIGC, disseram ter sugerido ao Presidente guineense que a saída da crise passa pela aplicação do acordo mas acompanhado do roteiro proposto por José Mário Vaz.

Numa cimeira de líderes da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), realizada na Nigéria, no passado mês de dezembro, o Presidente guineense apresentou aos seus pares um roteiro para a implementação do Acordo de Conacri.

No essencial, o roteiro passa pela reintegração dos 15 deputados no PAIGC, sem reservas, e desta forma, José Mário Vaz, aceitaria exonerar Umaro Sissoco Embaló do cargo de primeiro-ministro e nomear uma outra figura.

Também ouvido hoje pelo Presidente guineense, Umaro Embaló disse que se vai manter no cargo de primeiro-ministro enquanto continuar a merecer a confiança de José Mário Vaz e de “grande parte de deputados” no Parlamento.

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