No final dos encontros, tanto o bispo de Bissau, como os representantes da comunidade internacional, o denominado grupo do P5, que inclui a União Europeia, as Nações Unidas, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, recusaram falar à imprensa.

Numa curta declaração aos jornalistas, Cipriano Cassamá disse que os encontros serviram para analisar requerimentos das bancadas parlamentares e a missão de alto nível que chega ao país na quarta-feira.

A semana passada, fonte do Partido de Renovação Social (PRS), segunda força mais votada do parlamento guineense, admitiu que o hemiciclo do país poderia voltar a funcionar em plenária ainda no decurso do mês de abril.

Segundo a mesma fonte, a sessão seria convocada de forma extraordinária para eleger a nova direção da Comissão Nacional de Eleições, que terá como função organizar as eleições legislativas previstas para 2018.

O hemiciclo do parlamento da Guiné-Bissau não reúne há cerca de dois anos devido a divergências entre o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o PRS, as duas maiores forças políticas do país.

Em meados de março, a mesa da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau insistiu na necessidade do cumprimento do Acordo de Conacri para ser possível realizar eleições legislativas.

A Assembleia Nacional Popular “convidou” o Presidente da República, José Mário Vaz, a cumprir o Acordo de Conacri para permitir a convocatória do plenário e “consequentemente a eleição da direção da Comissão Nacional de Eleições para permitir a realização de eleições no período constitucional e legalmente estabelecido”.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos.

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