O Presidente do Tribunal de Contas disse haver  “irregularidades” em algumas empresas públicas auditadas.

Dionísio Cabi fez estas afirmações no acto de entrega, esta sexta-feira, dos relatórios finais das auditorias financeiras de nove instituições e empresas de capitais públicos nomeadamente a Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), Administração dos Portos da Guiné (APGB), Instituto de Segurança Social (INSS), Autoridade Reguladora Nacional (ARN), Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau (AACGB)Fundo de Conservação Rodoviária, GUINÉ-TEl, GUINÉ TELECOM e gastos militares.

Cabi não revelou entretanto as irregularidades cometidas pelas empresas visadas.

Disse que a sua instituição ainda prevé a  entrega de relatórios de cerca de outras 12 empresas até 2019, afirmando que o referido documento serve para ajudar no saneamento financeiro como elemento fundamental da vida económica do país.

Questionado sobre se o documento não está ameaçado devido ao alto nível de corrupção existente no país respondeu que haverá mais conclusões porque a equipa está preocupada com a saúde financeira do país, o que determina o  bem estar social e político de uma nação.

Dionísio Cabi referiu que recebeu uma solicitação do Ministério das Finanças em colaboração com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial para elaboração do documento ora entregue.

Revelou ainda que a auditoria das nove empresas teve duração de dois meses e serão entregues ao Ministério Público brevemente.

Segundo o  ministro cessante das Finanças, João Aladje Mamadú Fadia trata-se da  primeira vez que o país realiza auditoria nas instituições públicas,  com  total isenção e imparcialidade.

Sublinhou que a partir deste relatório vão fazer as instituições que gerem o que é de todos cumprir a prestação de contas.

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