A União Europeia (UE) apoia a política de sanções definida pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) contra 19 guineenses, defendendo uma resposta internacional coordenada à crise na Guiné-Bissau, disse à Lusa fonte europeia.

«A UE apoia totalmente os esforços da CEDEAO para manter a estabilidade na Guiné-Bissau, incluindo a recente decisão de impor sanções àqueles que obstruem a aplicação do Acordo de Conacri», salientou a mesma fonte.

A UE ´apoia uma resposta unida e coordenada por parte dos parceiros internacionais, tal como pedido pela CEDEAO, especialmente com a ONU e a União Africana´.

A mesma fonte reiterou também que ´a crise política na Guiné-Bissau é muito preocupante´, salientando que a ´persistência do bloqueio político põe em risco a segurança do país num momento sensível´.

A Constituição guineense prevê a realização de eleições nos próximos meses, sublinhando Bruxelas ´não haver garantias de efetiva vontade das autoridades´ de que sejam organizadas.

A CEDEAO confirmou em 07 de fevereiro uma lista de sanções contra 19 individualidades guineenses, entre as quais o Procurador-geral da República, Bacari Biai, e um filho do Presidente guineense, José Mário Vaz.

A CEDEAO impôs congelamento de bens, proibição de viajar e de participação nas atividades da comunidade.  

Publicidade