Em entrevista exclusiva á Agência de Notícias da Guiné (ANG), o Director de Relações Públicas de Serviço Nacional de Protecção Civil, Francisco Correia, disse que as cerca de 13 mil chapas de zincos foram entregues formalmente pelo Primeiro-ministro, Aristides Gomes, ao Serviço Nacional da Protecção Civil, para apoiar as vítimas das fortes chuvas e ventos que devastaram mais de 200 casas em Bissau.

Acrescentou, por outro lado, que após terem recebido as respectivas chapas de zincos, os técnicos do Serviço Nacional da Protecção Civil foram ao terreno constatar e recensear as vítimas de forma a elaborar um Plano Estratégico de distribuição.

“Nesta primeira fase, o número dos zincos que recebemos por parte do governo não poderá cobrir todas as necessidades que as vítimas alegam”, sustenta Correia.

Aquele responsável apelou a compreensão dos que não vão conseguir esse apoio nesta primeira fase, uma vez que a quantidade recebida não chega para todos.

“Espero que o governo faça mais esforços para disponibilizar mais zincos, para que possamos, na segunda fase, compensar a preocupação dos que não conseguiram beneficiar na primeira fase”, disse o Director de Relações Públicas e Cooperações de Serviço Nacional de Protecção Civil.

De acordo com aquele responsável, os critérios da distribuição se basearam nos prejuízos constatados no terreno.

“ Caso a vítima tiver um prejuízo geral a pessoa recebe 150 chapas de zinco para reconstruir a sua casa e em caso de ser ligeiro a pessoa pode receber umas 50 chapas”, disse.

Fernando Correia apela aos moradores da capital Bissau a evitarem construções nas zonas húmidas, assim como a mudança de estilo de construção, uma vez que o país carece de grandes árvores que servia de protecção de muitas casas.

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