O texto, a que a agência AFP teve hoje acesso, “apela a todos os Estados-membros das Nações Unidas que adotem legislação que proíba os seus nacionais de contribuírem para o recrutamento, o financiamento, formação e transferência de mercenários ou combatentes”.

É ainda pedido que não participem “no planeamento de atividades que desestabilizem a situação de um Estado ou comprometam a integridade territorial e a unidade política dos Estados soberanos e independentes”.

A divulgação deste texto surpreendeu várias missões diplomáticas, numa altura em que a Guiné Equatorial deixa o Conselho de Segurança da ONU em 31 de dezembro, no final de dois anos de presença como membro não permanente.

“Não é certo que esta ideia produza resultados”, comentou um diplomata que exigiu o anonimato.

A resolução escrita pela Guiné Equatorial sublinha a preocupação da ONU com “o perigo” que as atividades mercenárias representam para a paz e a segurança internacionais, particularmente para os pequenos países em desenvolvimento, como os Estados da África Central”.

O documento “exorta todos os Estados da África Central a tomarem as medidas necessárias, a cooperarem entre si e a exercerem a máxima vigilância face à ameaça que representam os mercenários”.

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