“Os planos subsequentes para a conclusão do processo de colocação dos 7,5% das ações inclui: a avaliação do processo de colocação da primeira tranche; determinação do momento e condições de colocação do remanescente 3,5% das ações; em princípio essa colocação terá lugar no próximo ano de 2020”, disse o presidente do Conselho de Administração da HCB, Pedro Couto.

No discurso proferido na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), esta tarde, o responsável disse que esperar que “com esta iniciativa a HCB tenha dado o seu singelo contributo para a maior inclusão económica dos moçambicanos, para a dinamização do mercado de capitais em Moçambique e para uma maior credibilidade da empresa junto dos seus principais `stakeholders`”.

A percentagem colocada hoje à venda do capital social da hidroelétrica moçambicana HCB foi aumentada de 2,5% para 4% devido à forte procura, anunciou a BVM, acrescentando que, no total, a Oferta Pública de Venda teve a subscrição de 16.787 investidores, tendo sido compradas 1.510.366.810 ações, disse Salimo Valá, presidente da BVM, numa apresentação hoje em Maputo dos resultados.

No discurso, o presidente da HCB disse que os objetivos desta iniciativa eram “a consolidação da observância das boas práticas internacionais de governação corporativa, ao expor a empresa ao maior escrutínio público, colocando-se, assim, mais um pilar no processo de edificação da credibilidade da empresa junto dos principais stakeholders nacionais e internacionais, fator indispensável para a sustentabilidade deste empreendimento”.

Por outro lado, a dispersão em bolsa visava também “a contribuição para a dinamização do mercado de capitais em Moçambique, que constitui um segmento fundamental do mercado financeiro, assumindo-se como uma importante fonte de financiamento, em complemento ao financiamento bancário, de que a própria HCB poderá beneficiar-se a médio e longo prazos”.

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