Amanhã e no domingo, o grupo volta a exibir a peça, no mesmo local, em duas sessões, às 19h30 e às 21h15. “A madrasta” é um espectáculo que aborda o dilema, muito comum, da sociedade angolana, na qual o choque de valores se tem revelado causa de muitos problemas familiares.

Na peça, a personagem Maria, aos cuidados da madrasta Ngonguita, vive um conflito, quando o pai, Joaquim, viaja em missão de serviço a mando do patrão. A questão é saber se uma mãe é substituível. Será que um homem quando perde a mulher está condenado a ficar sozinho?.

O Falso Amigo
A jornada de teatro prossegue hoje, às 20h30, no auditório número 2, em sessão única, com o Horizonte Njinga Mbande a exibir o espectáculo “O falso Amigo” que volta a ser apresentado, em duas sessões, amanhã e domingo, às 19h30 e às 21h45, no mesmo local.

A peça “ O Falso Amigo” retrata a vida de Chipecua, vítima de roubo de uma pedra preciosa, perpetrado por Magalhães, seu melhor amigo, deixado-o na ruína. “O falso amigo” analisa a perda de valores sociais.

Fundado a 8 de Outubro de 1986, pelos actores Adelino Caracol e Ezequiel Issenguele, o Colectivo de Artes Horizonte Njinga Mbande tem a sede e auditório da Escola em Luanda. O grupo que tem vindo a apresentar projectos multidisciplinares que privilegiam abordagens contemporâneas e pesquisas estéticas e temáticas do quotidiano angolano, tem, igualmente adaptado obras literárias, bem como levar ao palco situações várias da cultura nacional.

“Romeu e Juju”, “O Casal”, “Óbito, proibido chorar” e “O falso amigo” são algumas das peças, mas o reportório ultrapassa mais de 20, entre as quais adaptações de livros (poesia e romances) de autores angolanos e estrangeiros.

A resistência
O grupo tem sido, ao longo de mais de 20 anos, dos mais representativos do país e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Participou no Festival de Teatro para o Desenvolvimento do Burkina Faso, I Semana do Teatro Angolano na Namíbia e no encontro de Intercâmbio Cultural, com várias companhias sul-africanas. Formado por professores e estudantes dos diferentes níveis de ensino, subdivididos em três escalões, sénior, júnior e infantil, o Horizonte tem como actividades principais teatro, dança, música, desenho e pintura.

Detentor de várias distinções, com destaque para o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Teatro, edição de 2007, o Horizonte Njinga Mbande é um dos grupos mais antigos do país. Desenvolve acções de formação de teatro, televisão e vídeo, contratando actores e técnicos estrangeiros.

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