“O apoio da família é muito importante”, assim como o “método canguru”, uma técnica aplicada pelo hospital e que se baseia num contacto permanente, pele com pele, entre o bebé prematuro e os pais.

O HCM é a maior unidade sanitária de Moçambique e hoje reuniu pais e bebés prematuros que ali nasceram para lhes prestar uma homenagem simbólica, ao mesmo tempo que aposta em serviços para reduzir nascimentos prematuros.

As filhas de Chamir Abdula nasceram com sete meses, pesando pouco mais de um quilo e, tal como elas, estatísticas divulgadas pelo Fundo das Nações Unidas (UNICEF) indicam que nascem em Moçambique, a cada ano, cerca de 128.000 bebés prematuros.

A situação “é sempre um drama para os hospitais e familiares, por ser [uma criança] frágil e sujeita a problemas de saúde graves por causa da sua condição”, descreveu o diretor do HCM, Mouzinho Saíde.

A prematuridade está entre as principais causas de internamento e morte infantil, disse o dirigente.

O HCM e o Governo têm estado a “melhorar as condições de atendimento” para garantir que nasçam cada vez menos crianças prematuras.

O aumento das maternidades e consultas pré-natais estão entre as ações que visam reduzir o problema, acrescentou.

O HCM dispõe de um banco de leite materno para as crianças que não possam estar com as mães, por motivos de prematuridade, por exemplo.

Moçambique possui uma taxa de mortalidade por prematuridade de 16 por 100 nados vivos e situa-se em sexto lugar entre os países com mais elevadas taxas, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

O bebé prematuro apresenta um risco de morte mais elevado nos primeiros dias de vida em relação ao bebé de uma gestação completa, contudo, cuidados certos e atempados podem minimizar as complicações e aumentar a sobrevivência.

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