A notícia é avançada pela Reuters, que cita o líder da empresa chinesa, durante um encontro com a imprensa em Hong Kong. Zhengfei terá ainda indicado que, a confirmar-se um acordo, este incluirá também as competências na área do design de processadores, além de patentes e código.

A tecnológica chinesa já tinha indicado que estaria disposta a ceder a sua tecnologia 5G a outras organizações, em declarações divulgadas ao longo deste mês. Em entrevista ao New York Times, Zhengfei dava conta desta possibilidade, mencionando “empresas ocidentais”.

Este potencial acordo só teria efeitos fora da China, explicava o responsável da Huawei, na altura, indicando ainda que as empresas ocidentais pagariam uma comissão pelo uso da tecnologia chinesa.

A abertura para chegar a acordo com uma empresa norte-americana em relação à tecnologia 5G poderá ser uma forma de a Huawei amenizar os efeitos do bloqueio decretado pelo governo de Donald Trump, devido a preocupações de segurança. O governo americano colocou a tecnologia numa espécie de lista negra, que impede empresas americanas de negociar com empresas chinesas.

Apesar de a Huawei já ter descartado, em várias ocasiões, estas preocupações de segurança, os efeitos do embargo já afetaram o lançamento de novos produtos. O exemplo mais recente é o telefone Mate 30, anunciado sem os principais serviços da Google, como o Gmail ou acesso à Play Store. Apesar de ter sido anunciado, em Munique, o telefone não tem data de chegada ao mercado.

A Huawei é atualmente a segunda marca mais vendida a nível global, com uma quota de mercado de 17,6% (dados do segundo trimestre de 2019, divulgados pela IDC).

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