O empréstimo está em avaliação pelo quadro executivo do FMI e poderá ter uma resposta na próxima semana, afirmou o diretor do Departamento para África, Abebe Aemro Selassie, em conferência de imprensa na sede do FMI, em Washington, Estados Unidos da América.

O pedido de Moçambique para um empréstimo de emergência foi conhecido em 26 de março e visa fazer face à destruição provocada pelo ciclone Idai.

O FMI empresta, em situações de emergência, entre 60 a 120 milhões de dólares (cerca de 53 a 106 milhões de euros), no âmbito do Instrumento de Crédito Rápido, e, para Moçambique, está a ser apontado o valor mais alto.

Na mesma conferência, Abebe Aemro Selassie adiantou que o Zimbabué, outro dos países afetados pelo Idai, chegou a acordo com o FMI sobre um novo programa de assistência e reformas de políticas monetárias.

As primeiras estimativas do Banco Mundial sobre os estragos em Moçambique, Zimbabué e Maláui, reveladas na última quinta-feira, apontam para uma necessidade de 2.000 milhões de dólares (1.768 milhões de euros) para a recuperação de infraestruturas e meios de sustento.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Em Moçambique, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo o mais recente balanço.

Na quarta-feira, as autoridades do Zimbabué anunciaram que a passagem do Idai causou 344 mortos no país, revendo em alta estimativas anteriores, que indicavam entre 180 a 250 vítimas mortais. Estão ainda pelo menos 257 pessoas dadas como desaparecidas no leste do país.

Na Maláui, as inundações provocadas pela passagem do ciclone provocaram 59 mortos e quase 900 feridos.

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