De acordo com o relatório do INE sobre o produto interno bruto (PIB) de 2017 distribuído por ilha, divulgado hoje, as que maior peso apresentaram foram as de Santiago (52% do total), São Vicente (15,5%) e Sal (12,6%).

A ilha de Santiago, onde está a cidade da Praia, capital do país, viu o seu PIB crescer 2,2% face ao ano anterior.

Genericamente, o PIB quantifica a soma, em valor monetário, de todos os bens e serviços finais produzidos num determinado país ou região, num período de tempo específico.

Nos últimos 10 anos, Santiago liderou sempre na origem do PIB cabo-verdiano, mas registou uma queda de 0,2 e de 0,9% nos valores absolutos, respetivamente, de 2013 para 2014, e depois de 2015 para 2016, pelo que retomou o crescimento desse peso no ano seguinte, segundo o relatório do INE.

No sentido oposto aparecem as ilhas de São Nicolau (1,9% do PIB nacional), Maio (0,9%) e Brava (0,7%), de acordo com o mesmo relatório.

As variações foram positivas em todas as ilhas face a 2016, com exceção do Sal, a mais turística do arquipélago, cujo peso do PIB nacional desceu 1,5%.

O PIB de Cabo Verde foi de 165.782 milhões de escudos (1.493 milhões de euros) em 2016, subindo 4,4% em 2017, para 173.097 milhões de escudos (1.560 milhões de euros).

A ilha de Santiago, que concentra empresas, turismo, administração do Estado e atividades agrícolas, entre outras, ‘valeu’ nesse ano 89.987 milhões de escudos (810 milhões de euros) ao PIB cabo-verdiano.

O PIB per capita em Cabo Verde passou de 312.067 escudos (2.810 euros) em 2016 para 321.945 escudos (2.900 euros) em 2017, traduzindo-se num aumento de 3,2%.

Neste aspeto, as ilhas mais turísticas do país lideram destacadas, com o Sal a chegar a um PIB per capita de 591.369 escudos (5.328 euros), seguido da Boa Vista, com 580.162 escudos (5.230 euros), e de São Vicente, com 325.054 escudos (2.928 euros).

A ilha de Santiago surge apenas no quarto lugar entre as nove ilhas habitadas, com um PIB per capita de 298.066 escudos, de acordo com o relatório do INE.

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