O número foi avançado hoje num encontro de jornalistas, em Lisboa, onde foi apresentado o Relatório de Mobilidade da Ericsson.

A empresa estima que o 5G deverá abranger 65% da população mundial até ao fim de 2025 e será responsável por 45% do tráfego global de dados móveis.

Em 2025, os utilizadores de ‘smartphones’ consumirão, globalmente, 24 Gigabyte (GB) por mês, em média, em relação aos 7,2 GB registados atualmente, a par do crescimento da utilização de vídeo e da disponibilização de novos serviços, estima o relatório.

De acordo com dados da empresa, a Ericsson tem 76 contratos de 5G com operadoras em todo o mundo e 23 redes de 5G já a operar.

Até ao final de 2019, a empresa estima alcançar os 13 milhões de subscritores de ofertas comerciais de quinta geração, no conjunto das 23 redes (países) já disponíveis atualmente, estando a maior fatia concentrada na Coreia do Sul e EUA.

A Ericsson prevê que o número global de subscrições de 5G ultrapasse os 2,6 mil milhões nos próximos seis anos.

O presidente da Ericsson Portugal, Luís Silva, lamentou, no encontro, o atraso de Portugal no lançamento da rede 5G comparativamente com os parceiros europeus, mas garantiu que a empresa está “totalmente” preparada para o arranque da nova vaga tecnológica.

“Estamos atrasados, se tivermos em conta que na última vaga tecnológica, no 4G, chegámos a estar dois anos à frente dos nossos colegas da Comunidade Europeia. No que toca à vaga do 5G não é o caso”, afirmou o responsável questionado num encontro com jornalistas, em Lisboa.

Na semana passada, no âmbito do 29.º Congresso das Comunicações (APDC), o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, afirmou que “há atraso nos procedimentos” do 5G, “mas não há ainda um atraso substantivo”.

O secretário de Estado Adjunto e das Comunicações salientou que o objetivo “não é ter um 5G coxo”, mas “também não é ter 5G reservado apenas a quem está”.

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