Os dados do Gabinete Nacional de Estatísticas chinês revelam que a produção industrial aumentou 4,4 por cento, face ao mesmo mês do ano passado, depois de, em julho, ter subido 4,8 por cento, também em termos homólogos.

Trata-se do menor crescimento homólogo desde fevereiro de 2002, quando subiu 2,7 por cento, uma tendência que se tem vindo a verificar desde o início do ano.

A produção industrial é utilizada pelas estatísticas chinesas para medir a atividade das grandes empresas, com receitas anuais superiores a 20 milhões de yuan (2,5 milhões de euros).

O crescimento homólogo das vendas a retalho, o principal indicador do consumo privado, fixou-se em 7,5 por cento, depois de ter crescido 7,6 por cento, em julho.

A economia chinesa cresceu 6,2 por cento, no segundo trimestre deste ano, o ritmo mais lento em quase três décadas, mas dentro da meta definida pelo Governo chinês, e quase o dobro do crescimento mundial.

A ascensão ao poder de Donald Trump em Washington ditou o despoletar de disputas comerciais, com os dois países a aumentarem as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um.

A liderança norte-americana, que teme perder o domínio industrial global à medida que Pequim tenta transformar as firmas estatais do país em importantes atores em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial ou robótica, acusa a China de práticas comerciais injustas.

Um brusca desvalorização da moeda chinesa, o yuan, no mês passado, parece ter sido insuficiente para impulsionar as exportações do país, que caíram 1 por cento, em relação a agosto de 2018.

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