“O continente africano ainda não conseguiu recuperar dos níveis de 2014 [quando recebeu mais de 90 mil milhões de dólares em IDE], e continua abaixo da média dos cinco anos, mas a boa notícia é que a criação de empregos por esta via ultrapassou os 170 mil, o número mais alto dos últimos cinco anos”, escreve a consultora.

O relatório da consultora EY sobre o fluxo de investimento direto estrangeiro em África, divulgado hoje no Fórum Económico Mundial, que decorre na Cidade do Cabo, revela que em termos de número de projetos financiados, os Estados Unidos são o país com o valor maior (463 projetos), mas é a China que mais coloca capital no continente – os 259 projetos chineses representam um investimento de 72 mil milhões de dólares (65,3 mil milhões de euros), mais do dobro dos 30 mil milhões investidos (27,2 mil milhões de euros) pelas empresas norte-americanas.

Na lista dos países que mais receberam projetos estrangeiros, o Egipto lidera, seguido da África do Sul e Marrocos, com Moçambique a aparecer na 14.ª posição.

Na apresentação do documento, na Cidade do Cabo, o responsável da EY pelo departamento governamental e do sector público em África, Sandile Hlophe, defendeu a importância do investimento externo e vincou: “É preciso uma mudança da ideologia e do diálogo para uma implementação acelerada” dos projetos e dos investimentos.

Publicidade