A informação foi avançada à Angop pelo embaixador da Polónia em Angola, Piotr Mysliwiec, quando falava por ocasião dos 100 anos de recuperação da independência da Polónia, que hoje se assinala.

De acordo com  o diplomata, o seu país encaminha, principalmente, os seus investimentos na área da educação, como por exemplo o projecto de construção e apetrechamento da Académia de Pesca e Mar, na província do Namibe e a cedência de bolsas de estudos a estudantes angolanos.

A Polónia pretende estender os seus investimentos aos sectores de transportes públicos e cultura, para apoiar na identificação e preservação de sítios históricos.

Dentre os projectos em carteira,  referiu que o seu país quer manter, futuramente, cooperação na área de geminação entre cidades angolanas e polacas, tendo adiantado já existirem contactos com responsáveis de algumas províncias, como por exemplo Huambo.

Segundo informou, a  par de investimentos públicos, há também interesse por parte de empresários polacos  privados em investir em Angola,  tendo em conta as mudanças actuais  positivas registadas no país.

Piotr Mysliwiec disse  que os empresários polacos pretendem investir na construção de um  hospital,  uma fábrica de cimento, bem como na criação de uma fazenda modelo para ajudar a desenvolver a agricultura.

A polónia exporta para Angola, entre outros,  produtos alimentares, metais, químicos, recebendo do lado de Angola pedras ornamentais da Huíla e Namibe.

As relações diplomáticas entre a Polónia e Angola tiveram inicio pouco depois da proclamação da independência de Angola (a 11 de Novembro de 1975).

Foi no dia 11 de Novembro de 1918 que a Polónia reapareceu no mapa da Europa, ao mesmo tempo que outros países da região da Europa Central, depois de ter ficado dividida entre três grandes vizinhos e ter desaparecido dos mapas por 123 anos.

Publicidade