“Quem quiser que a sua terra se torne o principal campo de batalha, que avance”, disse o major-general Hossein Salami, da Guarda Revolucionária iraniana, em conferência de imprensa no Teerão, citado pela Agência France-Presse.

“Nunca permitiremos que uma guerra invada o território do Irão”, referiu também o responsável, durante a inauguração de uma exposição de destroços de drones norte-americanos abatidos pelo Irão.

“Não iremos parar até destruir o agressor e não deixaremos nenhum lugar seguro”, acrescentou, citado pela agência Efe.

As declarações surgem depois do anúncio dos Estados Unidos do envio de reforços militares para o Golfo Pérsico, depois dos ataques contra instalações petrolíferas na Arábia Saudita, reivindicados pelos rebeldes iemenitas Houthis, mas atribuídos ao Irão por Riade e Washington.

Aqueles ataques, que reduziram para metade a produção de petróleo saudita, reavivaram os receios de um conflito militar entre os Estados Unidos e o Irão.

“Temos capacidade para responder a qualquer violação e estamos preparados para qualquer cenário”, referiu o comandante da Guarda Revolucionária, destacando “a grande capacidade” do Irão para abater drones.

“Derrubaremos todos os drones que violem o nosso espaço aéreo e somos suficientemente corajosos para o dizer”, frisou o responsável, citado pela Efe.

As tensões entre os dois países têm aumentado desde a retirada unilateral dos Estados Unidos da América do acordo internacional sobre o programa nuclear do Irão, em maio de 2018, a que se seguiu o regresso de pesadas sanções norte-americanas contra aquele país.

Na sexta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou novas sanções ao setor bancário iraniano, sobretudo contra o banco central.

“Isso significa que não haverá mais dinheiro destinado à Guarda Revolucionária (…) para financiar o terrorismo”, afirmou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico iraniano, integram a lista negra norte-americana de organizações terroristas.

Publicidade