O acordo para a concessão desta verba foi assinado em dezembro.

“Entreguei ontem [quinta-feira] uma carta do nosso ministro do Ambiente ao seu homólogo de São Tomé e Príncipe para um evento que terá lugar no dia 14 de março em Nairobi [Quénia], fazendo seguimento a um acordo sobre ambiente que foi assinado em dezembro do ano passado entre os dois ministérios que orça em dois milhões de euros, para o combate às mudanças climáticas”, disse Claudio Miscia.

O embaixador da Itália falava aos jornalistas no final de uma audiência hoje com o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, em que manifestou o desejo do seu país para uma maior “colaboração e parceria” com o arquipélago.

No encontro com o chefe do executivo são-tomense, foi abordada a intenção das autoridades italianas de investir nos setores do ambiente, das pescas e da cultura.

Sobre o setor das pescas, o diplomata lembrou que o seu país concorreu e ganhou dois concursos públicos internacionais, lançados respetivamente em 2015 e 2016 pelo governo do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, para a exploração de uma unidade pesqueira da cidade de Neves, norte do país, mas o projeto não avançou.

Segundo Claudio Miscia, a primeira licitação internacional foi ganha pelo consórcio Ceimas, o maior porto pesqueiro da Itália, mas o negócio não avançou por ser o único participante. Um ano depois o governo repetiu a licitação, o mesmo consórcio avançou uma proposta de três milhões de euros e ganhou novamente, “mas [a obra] nunca foi adjudicada”.

O diplomata italiano anunciou que estão atualmente em Neves um grupo de pescadores do seu país que pretendem desenvolver atividades de pesca “para se pôr à disposição das autoridades para organizar, num nível semi-industrial, a fileira da pesca”.

“Não estamos a falar de uma exploração de recursos, não estamos a falar de barcos que vão pescar tudo e levar para os mercados da Europa, estamos a falar de um organização territorial em São Tomé”, disso o embaixador italiano, sublinhando que os cidadãos do seu país que estão baseados na cidade de Neves têm “o sonho de poder algum dia viver em São Tomé”.

Publicidade