O convite foi feito pelo primeiro-ministro japonês, Shinzu Abe, durante um encontro entre as duas entidades, à margem da sétima Conferência Internacional de Tóquio Para o Desenvolvimento de África.

Esta será a primeira visita de Estado de João Lourenço ao Japão, desde a sua investidura no cargo de Presidente da República, em Setembro de 2017.

O reforço da cooperação deve ser um dos temas principais da agenda do Chefe de Estado angolano, que participou, de 28 a 30 deste mês, nos trabalhos desse importante fórum entre Japão e África.

Na última década, o Japão tornou-se num parceiro estratégico de Angola, onde reforça a presença das suas empresas e financia projetos em sectores-chave da economia, como o das telecomunicações.

Atualmente, o país asiático tem como principais ativos na cooperação económica e bilateral com Angola a reabilitação e a expansão do Porto do Namibe, a recuperação de três fábricas têxteis e o financiamento para o lançamento do cabo de fibra ótica.

Além desses sectores, o Japão tem desenvolvido, em Angola, vários projetos em áreas como desminagem, infraestruturas, agricultura, educação e saúde.

No âmbito das trocas comerciais, Angola importa daquele país mercadorias como veículos automóveis, aço, ferro e equipamentos, vendendo em troca, maioritariamente, petróleo e outras matérias-primas.

Um dos principais investimentos do gigante asiático foi a reabilitação do Porto do Namibe, que começou em 2007, com uma doação de USD 40 milhões.

A par desses investimentos, o Japão voltou a mostrar o seu interesse no Porto do Namibe, ao anunciar, recentemente, que vai investir USD 600 milhões no projeto integrado de construção das infraestruturas portuárias da Baía do Namibe.

Para o efeito, foi já assinado um contrato entre a Toyota Tsusho e o Banco do Japão para a Cooperação Internacional (JBIC, na sigla inglesa), que prevê a atribuição de uma linha de crédito de 70 mil milhões de ienes (600 milhões de dólares), necessários para viabilizar o projeto portuário.

Caberá à empresa Nippon Export and Investment Insurance (NEXI) assegurar esse projeto, que comporta a expansão do Terminal de Contentores do Porto do Namibe e a reabilitação do Terminal de Minérios de Saco-Mar.

O projeto contribuirá para a criação de empregos, revitalização económica do Sul e diversificação de indústrias, além de potenciar o Porto para se tornar numa janela para a importação e exportação de países do interior” e de África, através da linha ferroviária.

No domínio da indústria têxtil, o Japão, com financiamento do JBIC, reabilitou, através da Marubeni, as três principais unidades têxteis do país: SATEC (Cuanza Norte), Alassola (Benguela) e Textang II (Luanda), no valor global de USD mil milhões.

A iniciativa criará novos postos de trabalho e contribuirá para diversificar a economia e substituir a importação, através da exportação do fio e produtos de algodão.  

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