José Cid foi agraciado com um Grammy latino, “por excelência musical”, anunciou esta quinta-feira a Academia Latina.

O Grammy por Excelência Musical, já atribuído a Carlos do Carmo em 2014, premeia artistas que fizeram contribuições de significado artístico excecional para a música latina.

“José Cid adaptou sem esforço a influência da música popular anglo-saxónica ao estilo original do pop-rock português. Em 1956, o surgimento de sua banda covers Os Babies marcou um momento de ‘antes e depois’ para o pop-rock em Portugal. O seu grupo seguinte, o Quarteto 1111, criou as bases do rock português, com uma forte tonalidade psicadélica, como denotou o enorme sucesso de 1967 ‘A Lenda De El-Rei D. Sebastião’. Continuando como artista a solo, em 1978 lançou ’10 000 Anos Depois Entre Vénus e Marte’, considerado uma obra-prima do rock progressivo. (…) Com dezenas de sucessos, continua a ser uma grande atração em concertos em Portugal, lançando novas músicas e álbuns ao vivo”, pode ler-se no comunicado da Academia.

“Sem dúvida que este é o prémio mais importante, de pouco mais de 50 anos de carreira como músico e poeta, um reconhecimento que o público português nunca me negou! Antes pelo contrário! Estou também feliz porque o pop/rock português, sempre tão impossibilitado de atravessar fronteiras, é reconhecido a este nível”, disse José Cid nas redes sociais em resposta à atribuição do prémio.

José Cid vai receber o prémio, ao lado de nomes como Joan Baez (Estados Unidos) e Omara Portuondo (Cuba), durante uma cerimónia no Waldorf Astoria Las Vegas, a 13 de setembro.

Cid, nascido a 4 de fevereiro de 1942, na Chamusca, representou Portugal no Festival da Eurovisão, em 1980, com “Um grande, grande amor”, classificando-se em 7.º lugar, e, no ano anterior, no festival da OTI, com “Na cabana junto à praia”, classificou-se no 3.º posto.

Em 1975, levou a canção “Ontem, hoje e amanhã” ao Festival Yamaha de Tóquio, no qual foi distinguido com o Most Outstanding Performance Award.

Em 2009, a SPA entregou-lhe o Prémio Consagração de carreira e, na altura, proclamou José Cid como “um dos mais populares nomes de sempre da música portuguesa, triunfador de vários festivais em Portugal e no estrangeiro, e autor de alguns dos maiores êxitos musicais das últimas décadas”.

Em 2016, recebeu o Prémio Pedro Osório da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), pelo álbum “Menino prodígio”.

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