O artista estreiou no Museu de Arte de Nuoro (MAN), em Itália, a exposição individual “Something Happened on the Way to Heaven”. Com curadoria de Luigi Fassi, é baseada, principalmente, em trabalhos produzidos no ano passado, na Sardenha, nos quais as belas paisagem da terra se fundem com os vestígios arquitectónicos da Guerra Fria e bases militares ainda presentes na ilha.

Kiluanji Kia Henda segue depois para a Bélgica, onde fará, no dia 20 de Fevereiro, uma conferência, que antecede a estreia da instalação -vídeo (2014) sobre o desenvolvimento urbano no deserto. A instalação escultural e o trabalho fotográfico, que reflecte sobre os fluxos migratórios, podem ser vistos, no Museu de Leuven, até 28 de Junho.

São várias as exposições colectivas nas quais o artista participa, em diferentes pontos do mundo. Ainda este mês consta na mostra intitulada “Les multiples voix ‘des indiennes’”, que acontece na escola Head, na cidade francófona suíça Genebra.

Ainda na Suíça, mas em Zurique, com início em Março, o artista participará na exposição “Potential Worlds 1: Planetary Memories”, que aborda a relação entre homem e natureza. As obras apresentadas examinam as conquistas históricas e contemporâneas da terra com o objectivo de acumular poder e recursos, e as consequências ecológicas e sociais. Em Londres, no espaço Barbican, Kia Henda é um dos cerca de 50 fotógrafos e cineastas convidados para a exposição “Masculinities: Liberation through Photography” que analisa como a masculinidade foi codificada, executada e socialmente construída desde a década de 1960.

A exposição inclui artistas internacionais, como Laurie Anderson, Sunil Gupta, Rotimi Fani-Kayode, Isaac Julien e Catherine Opie. O artista participa, ainda, numa exposição em Marraquexe (MACAAL), cujo título “Have you Seen a Horizon Lately?” é retirado de uma música de Yoko Ono que também participa na mostra, assim como Kapwani Kiwanga (Canadá-França), Rahima Gambo (Nigéria) e Amina Benbouchta (Marrocos).

Por último, também em Março, uma referência incontornável no meio artístico europeu, o Centre Pompidou, acolhe a colectiva “Chine Afrique”, que trabalha as relações sino-africanas, desde o imaginário partilhado da luta até à configuração de uma identidade transcultural globalizada. A exposição questiona certas transformações económicas e sociais que provém dessas relações.

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