Numa noite inesquecível para Konstantino, que obteve mérito novamente quando Heróide dos Prazeres, outro intérprete desta edição, foi distinguido com o prémio de Melhor Produção, pela canção “A vida tem destas coisas”, também da autoria do compositor.

“O amor vence tudo. É isso que mostro na letra. Não é a primeira vez que participo, mas esta foi a minha vez. É um daqueles momentos especiais que tudo tem o seu tempo”, destacou Konstantino Chicato à imprensa, minutos depois de a diretora da LAC, Luísa Fançony, entregar-lhe o certificado de participação e um cheque no valor de um milhão de kwanzas.

Num leque de dez concorrentes foram também distinguidos o grupo Templo Six, que ganhou nas categorias de Melhor Voz e Prémio LAC Auditoria, com a canção “Angola”, composição de Miro Cawíssi, e Stélvio Hélio “Yoxi”, que interpretou “Descompassados”, de autoria própria e produção de Kizua Gourgel, que venceu a categoria de Melhor Letra.

O presidente do júri, Né Gonçalves, disse, no final, que tudo passou por um processo de avaliação rigoroso. O jurado, continuou, teve contacto com os temas por muito tempo, inclusive até mesmo nos ensaios. “Por isso, o júri conseguiu maiorias relevantes. No caso concreto do grande prémio a escolha foi unânime. Não houve nenhuma dificuldade”, justificou.

Com bons momentos de animação musical, a produção desta edição foi muito elogiada pela rapsódia, que juntou, no mesmo palco, diferentes gerações de músicos angolanos. No final, o público ainda apreciou melhor convidado especial, Eduardo Paim, considerado um dos fundadores da kizomba.

Esta edição, incluída na programação da Bienal da Cultura de Paz, teve como lema “kutululuka”, palavra kimbundu que pode ser trazida em português por “festa” ou “alegria”. Criado em 1992, em alusão ao aniversário da Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), celebrado a 25 Setembro, o Festival da Canção de Luanda não só promove o surgimento de novas vozes no mercado musical, bem como visa promover os compositores, letristas e produtores.

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