Citado pela agência noticiosa oficial Xinhua, o presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, Delfim Neves, que realiza uma visita de seis dias à China, disse que o seu país “aderirá resolutamente” àquele princípio.

O princípio ‘Uma só China’ é visto por Pequim como garantia de que Taiwan é parte do seu território, apesar de Taipé ter uma interpretação diferente.

A ilha onde se refugiou o antigo governo nacionalista chinês depois de os comunistas tomarem o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China.

São Tomé cortou, em 2016, as relações diplomáticas com Taiwan, passando a reconhecer o regime de Pequim como o único Governo legítimo de toda a China. O país africano era um dos 22 aliados diplomáticos que Taipé tinha então.

Delfim Neves afirmou ainda que o seu país quer aumentar a cooperação com a China em áreas como a energia, construção de infraestruturas, pesca, saúde ou cultura.

Durante o encontro, o presidente da Assembleia Nacional Popular chinesa, Li Zhanshu, afirmou que a China está disposta a trabalhar com São Tomé e Príncipe no apoio aos interesses fundamentais dos dois países.

Citado pela Xinhua, Li Zhanshu apelou também ao país africano para que salvaguarde o princípio ‘Uma só China’, frisando ser aquela a “base” da relação bilateral.

Li referiu a vontade da China de cimentar as relações com os países africanos, incluindo São Tomé e Príncipe e de que os órgãos legislativos dos dois países promovam os intercâmbios e coordenação, segundo a Xinhua.

A delegação são-tomense vai estar na China até sexta-feira, com uma agenda dividida entre Pequim e Xangai, a “capital” económica da China.

A China tornou-se, em 2009, o maior parceiro comercial de África.

Pelas estatísticas chinesas, em 2018, o comércio China-África somou 204 mil milhões de dólares (179 mil milhões de euros), um crescimento homólogo de 20%.

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