“Nós, portugueses, estamos também a sofrer”, sublinhou o empresário Manny Ferreirinha, na abertura de um encontro organizado hoje por aquela organização da sociedade civil luso-sul-africana, com cerca de 50 comerciantes e empresários portugueses alvo de saques e destruição por tumultos populares xenófobos, em Gauteng, província envolvente a Joanesburgo e Pretória, epicentro da violência.

No encontro, realizado junto do memorial das vítimas portuguesas do crime na África do Sul, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Benoni, leste de Joanesburgo, o líder comunitário recordou também os processos de descolonização do governo português em Angola e Moçambique, de que milhares de cidadãos portugueses na África do Sul foram alvo, assim como a “vida de retornados”, a que muitos foram também sujeitos em Portugal.

Publicidade