Na Guiné-Bissau, a visita de seis Presidentes de alguns países da CEDEAO, que estava prevista para este sábado, vai acontecer numa nova data, de acordo com fonte do Governo guineense ouvida pela agência Lusa.

Os Presidentes da Costa de Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Níger e Nigéria deveriam chegar este sábado a Bissau, mas aguardam pelo relatório da missão dos líderes militares de quatro países da CEDEAO que se encontram desde quarta-feira no país.

A CEDEAO decidiu, há uma semana, reforçar o contingente de soldados da ECOMIB na Guiné-Bissau – que realiza eleições presidenciais a 24 de Novembro – e advertiu o Presidente José Mário Vaz que qualquer tentativa de usar as forças armadas para impor um acto ilegal será “considerada um golpe de Estado”.

Este sábado, dia das Forças Armadas na Guiné-Bissau, o ministro da Defesa, Luís de Melo, pediu aos militares que não se deixem aliciar por políticos nesta reta final da campanha eleitoral.

Quero, aqui, em nome do governo, apelar às Forças Armadas a prosseguirem o cumprimento das suas atribuições constitucionais, não cedendo a nenhuma tentativa de distração ou aliciamento, mas mantendo-se firmes e fiéis aos seus desígnios”.

Por sua vez, o chefe das Forças Armadas, Biague Na Ntan, pediu ao Governo para confiar nos soldados e garantiu que os militares estão submetidos à Constituição, pelo que nunca mais irão realizar golpes de Estado.

Vamos respeitar a Constituição da República, submetermo-nos ao poder político. Posso-vos garantir, tranquilizem ao povo da Guiné-Bissau. A partir de hoje nenhum militar vai sair à rua para fazer golpe de Estado”, disse o general Na Ntan.

O responsável militar acrescentou que as suas palavras também se dirigem à comunidade internacional, nomeadamente aos elementos das Nações Unidas e da força de manutenção de paz da África Ocidental (Ecomib), estacionada na Guiné-Bissau desde 2012, na sequência de um golpe de militar.

O eventual reforço do contingente da Ecomib está a gerar controvérsia, com vários líderes políticos e candidatos às presidenciais a falarem em invasão.

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