O coordenador da comissão instaladora do Partido de Libertação e Unidade Social (PLUS) de Angola, Albino Wassuca, considerou hoje “seletivo e ineficaz” o combate à corrupção no país, pedindo “maior abrangência” nas ações.

“Penso que neste momento sim, este combate [contra a corrupção] está a ser seletivo, porque existem muitas pessoas que desviaram fundos públicos que não estão a contas com a Procuradoria-Geral da República”, afirmou hoje Albino Wassuca, em declarações à Lusa.

Segundo o responsável, que falava após a apresentação pública da nova formação política angolana, o combate à corrupção deve ser mais efetivo, incentivando a Procuradoria-Geral da República (PGR) a trabalhar de “forma generalizada” para “tirar o país das lamas onde” se encontra economicamente.

O combate à corrupção, impunidade e o nepotismo são os eixos da governação do Presidente angolano, João Lourenço, no poder há dois anos.

Para o líder do PLUS, o modelo de combate à corrupção, neste momento, “não é o mais eficaz”, mas a nova formação partidária apoia “o combate à corrupção” e incentiva “o Governo a prosseguir” com esta prática.

“Porque, quando um país está corrompido ou é corrupto não há desenvolvimento socioeconómico e é necessário que existam leis que regulamentem que as pessoas não possam extraviar o erário, o servidor público deve servir exatamente os angolanos”, defendeu.

Questionado sobre o modelo ideal ou eficaz para o combate à corrupção, Albino Wassuca afirmou que o primeiro passo é o cumprimento da lei para todos:”E a lei não diz que devemos fazer um combate à corrupção de forma seletiva”.

“Existem muitas pessoas que desviaram fundos públicos, tenho a certeza que a PGR conhece e sou de opinião que esse combate deve ser genérico”, sustentou.

O Partido de Libertação e Unidade Social, constituído em outubro de 2019 e apresentado hoje em Luanda, conta com representações em 12 das 18 províncias angolanas onde já recolhe assinaturas para a sua legalização.

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