O líder do parlamento guineense, Cipriano Cassamá, denunciou esta terça-feira a existência de tráfico de droga no país e pediu que se acabe com o que disse ser um negócio que deve ser parado, mas não citou situações concretas.

“As pessoas devem parar com o negócio de droga. As pessoas têm que parar com anarquia neste país”, afirmou Cassamá, que se expressava em crioulo, numa sessão extraordinária no parlamento, perante deputados. Sem citar casos concretos e num tom visivelmente irritado, o líder do parlamento exortou os guineenses a procurarem “outras alternativas para melhor gerir o país”, nomeadamente a criação de impostos, ao invés da venda de droga, observou. Cipriano Cassamá questionou “a quantidade de aviões que chegam ao país”, para assinalar a “venda de droga” que, notou, acontece nos últimos tempos.

O presidente do parlamento disse também ser solidário com os funcionários públicos que iniciaram esta terça-feira uma greve geral de oito dias para, entre outros motivos, reclamarem ajustes salariais. A greve foi convocada pela maior central sindical do país, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG). “A UNTG tem direito de fazer greve. Eu sou deputado, mas estou solidário com os trabalhadores que estão a manifestar o reajuste do salário”, declarou Cipriano Cassamá.

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