“Vemos partidos que ostentam meios materiais, mas se esses meios materiais fossem traduzidos em ações governativas, antes do ato eleitoral, esses partidos hoje teriam a vida facilitada, porque todo o manancial que têm é visível ao povo guineense, que é paupérrimo, que não tem ambulâncias, carros para transportar alunos, que não tem mesmo para instituições do Estado e hoje estamos a vê-los a exibirem com fartura o que têm”, afirmou Vicente Fernandes, em entrevista à agência Lusa.

Para o atual ministro do Comércio e Turismo, há uma “explicação clara” para o que está a acontecer que é “tentar permanentemente a compra de consciência”.

“É tentar permanentemente nesses momentos a compra de consciência de levarem as motas, as bicicletas, levarem arroz, para comprar a consciência das pessoas e depois poder usar essa consciência para assumir o poder e estar no poder para gozar daquilo que é o erário público”, sublinhou.

O líder do PCD salientou que o seu partido prevê traçar um “conjunto de ações no sentido de obstaculizar certas práticas”, que considerou como de corrupção.

“Vemos que partidos que têm poder e não usam esse poder em benefício do povo ou da população, porque usar o poder em benefício do povo era traduzir esses equipamentos em ambulâncias, em pagar professores, médicos, em trazer meios de diagnóstico”, afirmou.

O PCD, partido que conseguiu eleger dois deputados nas legislativas de 2014, é uma das formações políticas que assinou um acordo político de compromisso pré e pós-eleitoral com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Nova Democracia, Partido da Unidade Nacional e União para a Mudança.

Estes cinco partidos estiveram sempre juntos durante a crise política que o país vive desde 2015, quando o Presidente guineense, José Mário Vaz, demitiu do cargo de primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, que venceu por maioria as legislativas de 2014.

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