Quando estão apurados 578 das 650 circunscrições do Reino Unido, o SNP já garantiu 44 dos 59 assentos que a Escócia elege e a sondagem à boca das urnas sugere que o partido poderá eleger 55.

Em entrevista à BBC esta madrugada, Nicola Sturgeon, que é também primeira ministra do Governo da Escócia, afirmou que os resultados previstos “excedem as expectativas” nesta “noite excecional para o SNP”.

“A Escócia enviou uma mensagem muito clara: Não queremos um Governo de Boris Johnson, não queremos deixar a União Europeia e queremos que o futuro da Escócia fique nas mãos da Escócia”, afirmou a líder independentista, repetindo promessas repetidas ao longo de toda a campanha.

Na opinião da Nicola Sturgeon, estas eleições representam “um renovado e reforçado mandato” para a Escócia realizar um segundo referendo sobre a independência, depois de no primeiro referendo, em 2016, a independência da Escócia ter sido rejeitada por 52% dos eleitores.

Sobre o facto de o primeiro-ministro britânico, de quem depende uma eventual autorização para um referendo de independência, ter garantido insistentemente que não autorizará essa votação, Sturgeon afirmou que Boris Johnson não tem o direito de tirar a Escócia da UE nem de impedir os escoceses de escolherem o seu próprio futuro.

“Tal como aceito com relutância – porque é uma direção que eu lamento – que o Boris Johnson tem um mandato para retirar a Inglaterra da UE, ele tem de aceitar que eu tenho um mandato para oferecer à escócia a escolha de uma alternativa de futuro”.

Admitindo não poder presumir que todas as pessoas que votaram no SNP querem a independência da Escócia, Sturgeon afirmou que houve um grande apoio à ideia de a região “ter uma escolha sobre o seu futuro, não ter de aturar um Governo conservador em que não votou e não ter de aceitar a via fora da EU”.

“Não há dúvida de que eu tenho um mandato para dar ao povo da escócia essa escolha e depois cabe às pessoas na escócia decidirem que escolha fazem”, afirmou.

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