“Olhamos a inteligência de tráfego e notamos que, de longe, esta é a rota que tem mais passageiros. Não só entre Lisboa e Maputo, como também de Maputo para Lisboa e depois para a Europa ocidental”, afirmou João Carlos Pó Jorge, numa conferência de imprensa em Maputo.

Os voos serão efetuados através de uma aeronave Airbus A340-200, com 269 lugares e mais de 40 toneladas de carga, e que vai ligar as duas capitais três vezes por semana: com trajeto Maputo-Lisboa na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, e Lisboa-Maputo na terça-feira, quinta-feira e sábado.

Para João Carlos Pó Jorge, o regresso ao espaço europeu abre novas perspetivas para a companhia de bandeira moçambicana, garantindo um “novo network”, numa altura em que o país se prepara para os grandes projetos de gás natural que vão aumentar à procura por serviços aéreos.

“Portugal, no geral, é uma zona bastante importante e Moçambique tem boas relações com o país. Temos uma diáspora muito grande em Portugal e nós estamos a tentar servir estas pessoas”, acrescentou.

O retorno da LAM ao espaço europeu ocorre em cooperação com a companhia aérea privada portuguesa Hi Fly, proprietária da aeronave, e com a qual foi acordado um período experimental de seis meses.

“Queremos chegar a um ponto em que LAM e a TAP Air Portugal [que tem feito a ligação] partilham o espaço que têm e oferecem um voo diário entre os dois pontos”, concluiu.

A data do início dos voos, que serão feitos de noite, foi alterada, passando de 31 de março para 02 de junho.

Recentemente, em declarações à Lusa em Lisboa à margem de um evento, João Carlos Pó Jorge anunciou que a companhia vai investir até 120 milhões de dólares (109 milhões de euros) em novos aviões e intensificar a presença nas rotas africanas, querendo ligar África do Sul a Lisboa.

A última vez que a LAM voou para Portugal foi em 2011, ano em que Moçambique foi banido do espaço europeu.

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