O livro, concebido e elaborado na sequência do doutrinário projeto artístico e literário do autor, conta com cerca de 70 páginas e é uma edição da Perfil Criativo, tendo sido reproduzidos 300 exemplares, na primeira edição.

A cerimónia de lançamento contará com uma transmissão em direto na rede social Facebook, através da página da editora, e a obra será apresentada pelo jornalista e crítico de arte Rodrigues Vaz e pelo escritor Tomás Lima Coelho, orientador da coleção “Poesia no Bolso”.

Tomás Lima Coelho assina o prefácio do livro de onde se pode constatar que, “num fraseado que já é reconhecido em muitas partes do mundo, o poeta transporta-nos, desta vez, numa viagem antropomórfica, observando as idiossincrasias humanas através das características daqueles outros seres com quem partilhamos o planeta e a quem, quase pejorativamente, chamamos bichos”.

No prefácio, o escritor adverte, ainda, que já Orwell o dizia quando escreveu que “todos os animais são iguais, mas há uns mais iguais que outros”, realçando os comportamentos humanos através da fábula.

Segundo ainda o prefaciador, “é com essa visão crítica sobre a sociedade que nos rodeia que o olhar arguto do poeta nos faz sair do adormecimento e nos chama a atenção para os problemas económicos, sociais, políticos, religiosos e filosóficos que a humanidade atravessa, seja a que nos é mais próxima, como a que nos está mais longínqua”.

O livro conta igualmente com uma nota do editor assinada por João Rodrigues que, depois de uma breve resenha crítica sobre as mais históricas e representativas coleções de poesia já editadas em Angola, se refere a esta, “Poesia no bolso”, dizendo que hoje, passados dois anos da provocação lançada aos titulares com estatuto de poetas, a provocação segue em sentido inverso.

A Arte não está refém dos preconceitos, e muito menos a nova poesia de Angola é exclusivo de um grupo ou geração e, Lopito Feijoó realiza no prelo uma espécie de “performance” poética iniciada com a “Doutrina” (1987), e que foi continuando em “Lex & Cal Doutrina” (2012), “Andarilho e Doutrinário” (2013), “ReuniVersos Doutrinários” (2015), “Pacatos & Doutrinários Recados” (2017), “Imprescindível Doutrina Contra” (2017), “Doutrinárias Lâminas Doutrinárias” (2018) e agora “Doutrina com Fabulações” (2019) e, termina reafirmando que a nova poesia chegou.

Recorda-se que Lopito Feijóo proferiu, quinta-feira, uma conferência sobre a poesia da sua geração, inserido no projeto “Quinta com Poesia em Lisboa” promovido pela Kotter Editorial. O escritor angolano participou de 13 a 15 deste mês, em Portugal, na Expodemo’19, no município da Moimenta da Beira.

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