Ao dissertar o tema “ O Caminho para as Cidades Inteligentes”, no último dia da 10.ª edição do Fórum de Exposição Global e Feira das Tecnologias de Informação e Comunicação (Angotic 2019), o consultor referiu que, com base nas projeções, até 2030, Luanda estará entre as seis maiores cidades de África.

Ainda sobre o mesmo tema, a ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, fez também uma dissertação e considerou que Luanda tem vários desafios para ser Cidade Inteligente (CI), que vão do crescimento acelerado da população e da urbe em si, saneamento interno, abastecimento de água potável e energia à mobilidade urbana.

Apesar disso, indicou que o Executivo angolano tem várias iniciativas para dar respostas aos desafios, como a criação de leis que simplificam o acesso à terra, facilidade na constituição de empresas, obtenção documentos pessoais via internet, com acesso ao portal “ SEPE.gov.ao.

Ao apresentar apenas uma amostra da cidade de Luanda, a ministra realçou que, para se conseguir uma cidade inteligente, é necessário que se faça uma gestão partilhada, planeamento e redefinição do que já existe, assim como o envolvimento do sector privado.

Na ocasião, a governante falou do surgimento das “start up” (empresas emergentes), que têm iniciativas empresariais ligadas aos transportes e outros ramos, assim como dos serviços do SIAC que ajudam e têm facilitado a mobilidade dos cidadãos na aquisição de documentos pessoais.

Ana Paula de Carvalho salientou que o último fim de uma cidade inteligente é a melhoria da qualidade de vida do cidadão, que se consubstancia na proximidade dos serviços e bens e na eliminação de obstáculos.

A Feira foi aberta na terça-feira e conta com mais de 800 expositores nacionais es estrangeiros.

Conceito de cidades inteligentes

O conceito de Cidades Inteligentes (ou Smart Cities, sigla inglesa), é definido como o uso da tecnologia para melhorar as infraestruturas urbanas e tornar os centros urbanos mais eficientes e melhores de se viver.

O principal objetivo é criar condições de sustentabilidade, melhoria das condições de vida das populações e fomentar a criação de uma economia criativa pela gestão baseada em análise de dados.

A ideia ganhou força nos últimos anos e foi impulsionada pela construção de cidades (inteligentes como Songdo), na Coreia do Sul, e Masdar, no Dubai.

Cidades inteligentes (CI) são projetos nos quais um determinado espaço urbano é palco de experiências de uso intensivo de tecnologias de comunicação e informações sensíveis ao contexto (IoT), de gestão urbana e ação social dirigidos por dados (Data-Driven Urbanism).

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