Em entrevista por escrito à Lusa, Paulo Cunha-Alves disse que para se reforçar a diplomacia económica e cultural “seria também importante desenvolver o turismo nos dois sentidos e melhorar as ligações aéreas entre Macau e Lisboa”.

“Julgo ainda pertinente o desenvolvimento de parcerias empresariais entre empresários de Portugal e da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], com a disponibilização de ambas as partes para ações de investimento nos dois sentidos”, sustentou o diplomata.

O embaixador salientou que, “sem que exista um conhecimento mais aprofundado entre os dois povos, não será fácil convencer empresários, artistas e outros agentes da cultura e visitarem Macau e a relacionarem-se com a RAEM”.

Por outro lado, sublinhou que, “a nível cultural, é importante que Portugal continue a promover a língua e a cultura portuguesas em Macau, apostando no envio de artistas e na organização de exposições que, por exemplo, possam ser integradas no grande festival de arte que foi a primeira edição do Arte Macau 2019”, exemplificou.

Após mais de 400 anos sob administração portuguesa, Macau passou a ser uma região administrativa especial da China em 20 de dezembro de 1999, com um elevado grau de autonomia acordado por um período de 50 anos, com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, com o Governo central chinês a ser responsável pelas relações externas e defesa.

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