O novo posto e os terrenos adjacentes, com uma área conjunta de 16.000 metros quadros, ficam sob a jurisdição de Macau, segundo o Conselho de Estado chinês.

A Zona Piloto de Comércio Livre de Hengqin, que pertence à cidade de Zhuhai, já estava ligada ao território outrora administrado por Portugal, e hoje uma região semi-autónoma chinesa e capital mundial do jogo, por um posto fronteiriço aberto 24 horas por dia e um túnel de acesso ao novo ‘campus’ da Universidade de Macau, mas cujo terreno foi arrendado por Zhuhai à região.

A nova infraestrutura permite que o fluxo entre o continente e a região, e vice-versa, se reduza a um só controlo fronteiriço, face aos atuais dois – saída e entrada -, ligados por uma viagem de autocarro.

As instalações têm capacidade para atender mais de 220.000 pessoas por dia, revelou à agência Lusa o diretor do comité administrativo local, Yang Chuan.

O Governo central encarregou Hengqin, que fica ao lado do Cotai de Macau, onde estão concentrados a maior parte dos casinos da região, de desenvolver atrações turísticas complementares ao jogo.

Hengqin conta já com o maior oceanário do mundo, o Chimelong Ocean Kingdom, que integra um complexo com mais de 130 hectares e inclui salas de espetáculo e hotéis de luxo. Assimilando uma herança arquitetónica de Macau, a localidade construiu também calçadas portuguesas e uma praça manuelina, desenvolvida pelo magnata de Macau David Chow.

O novo porto servirá também para uma “futura conexão” entre o metro ligeiro de Macau e a ligação ferroviária de alta velocidade Hengqin – Cantão, a capital da província de Guangdong, segundo Yang Chuan.

“Desde o início que as nossas orientações são promover a cooperação entre Guangdong, Hong Kong e Macau e, sobretudo, promover o desenvolvimento diversificado das indústrias de Macau”, apontou.

O objetivo é também facilitar a comuta para residentes de Macau que escolham viver em Hengqin, onde a habitação é mais barata do que na região semi-autónoma, com um território de 32,9 quilómetros quadrados e quase 700.000 habitantes.

Vinte e seis autocarros partem já diariamente de Hengqin com destino ao centro de Macau.

A integração insere-se no projeto apadrinhado pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a Área da Grande Baía – uma metrópole mundial, construída a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades de Guangdong, através da criação de um mercado único e da crescente conetividade entre as vias rodoviárias, ferroviárias e marítimas.

Devido à herança portuguesa e britânica, respetivamente, Macau e Hong Kong têm as suas próprias leis básicas e gozam de um alto grau de autonomia, incluindo ao nível dos poderes executivo, legislativo e judicial.

Guangdong é a província chinesa que mais exporta e a primeira a beneficiar das reformas económicas adotadas pelo país no final dos anos 1970, integrando três das seis Zonas Económicas Especiais da China – Shenzhen, Shantou e Zhuhai.

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