Com duas ligações aéreas diárias entre Macau e a capital da província central chinesa de Hubei, os Serviços de Saúde decidiram reforçar a inspeção sanitária no aeroporto internacional de Macau desde quarta-feira, de acordo com um comunicado oficial divulgado na quarta-feira.

A medida foi tomada na sequência de uma notificação da Comissão Nacional de Saúde da China relativamente aos 27 casos de pneumonia viral em Wuhan.

O diretor dos Serviços de Saúde, Lei Chi Ion, sublinhou que a pneumonia viral é uma doença comum no inverno, mas a situação em Wuhan “é considerada anormal”, referiu a mesma nota.

Os Serviços de Saúde acrescentaram terem já preparado diversas medidas contra as doenças infeciosas, existindo um “‘stock’ suficiente de medicamentos”.

Apesar de sublinharam não existir “razões para alarme”, os responsáveis aconselharam os residentes de Macau a evitar deslocações a Wuhan.

Na terça-feira, a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan anunciou ter registado pelo menos 27 casos de pneumonia viral. Destes, sete pacientes encontravam-se em estado considerado grave, com sintomas como febre e dificuldade em respirar.

Na mesma declaração, as autoridades indicaram que os testes para apurar a causa das infeções e identificar o agente patogénico ainda estão a ser realizados, não existindo até ao momento qualquer sinal de contágio humano.

No final de 2002, a China esteve na origem de um surto mundial da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que resultou em mais de oito mil casos, incluindo no Canadá e nos Estados Unidos. Em meados de 2003, registaram-se mais de 800 mortos.

Há 16 anos, desde 2004, que não há registo de novos casos, sendo considerado que a doença, mas não o vírus, foi erradicada.

A SARS é transmitida de pessoa para pessoa através de contactos próximos ou através de gotas transportadas pelo ar e que foram expelidas por uma pessoa infetada.

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