Os protocolos foram assinados em Macau, na sede do Governo, depois de uma reunião em que representantes de ambas as regiões fizeram um balanço sobre os trabalhos realizados até à data no âmbito da cooperação mútua, antecipando os passos a seguir.

“O ano de 2019 é um ano bastante importante, que marca o 40.º aniversário da criação de Shenzhen, bem como o 20.º aniversário do retorno de Macau à pátria”, afirmou o secretário para a Economia e Finanças de Macau, Lionel Leong, momentos após a cerimónia.

Shenzhen, na província de Cantão, no sul da China, foi a primeira cidade chinesa a abrigar uma zona económica especial, implementada pelo Governo chinês em 1979, o que abriu portas ao investimento estrangeiro e transformou a região.

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) de Shenzhen ultrapassou os 338 mil milhões de dólares (293 mil milhões de euros), à frente de Hong Kong ou Singapura, dois importantes centros financeiros da Ásia.

Na área das indústrias culturais e criativas, o acordo prevê a cooperação dos dois territórios em convenções e exposições, mas também a criação de “plataformas de intercambio internacional para as indústrias criativas de alta qualidade”.

“Estamos numa nova era e, de acordo com a construção da Grande Baía, temos de abrir mais âmbitos de cooperação. A área da cultura é muito importante”, defendeu o governador do município de Shenzhen, Chen Rugui.

Já o acordo no âmbito jurídico visa estabelecer “um mecanismo de coordenação e comunicação em matéria jurídica” para “incentivar a colaboração entre os operadores de Direito das duas regiões em matéria legislativa, arbitragem e resolução de conflitos.

As autoridades de ambas as regiões ainda assinaram um memorando de cooperação que prevê a realização de intercâmbios e estágios entre as duas regiões.

“Sabemos que os jovens querem integrar-se no desenvolvimento do país, nomeadamente na região da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau (…) Queremos dar-lhes essa oportunidade, aproveitando as oportunidades de desenvolvimento das empresas de Shenzhen”, defendeu Lionel Leong.

O projeto da Grande Baía visa criar uma metrópole mundial a partir das regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong e nove localidades da província de Guangdong (Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing), com mais de 60 milhões de habitantes.

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