O líder do Governo de Macau prometeu hoje respeitar de “forma rigorosa” a liberdade de imprensa na região semiautónoma, reconhecendo à comunicação social um papel decisivo na afirmação do território como plataforma sino-lusófona.

“O Governo de Macau continuará a proteger, de forma rigorosa, a liberdade de imprensa conforme o estipulado na `Lei Básica` e outros diplomas legais (…), reforçará o apoio e a colaboração no direito de cobertura noticiosa, de reportagem e de acesso às informações, garantindo que a liberdade de difusão de informação seja completamente protegida”, disse Ho Iat Seng.

A Lei Básica é a `miniconstituição` que define o sistema aplicado na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) até 2049 e que lhe confere um alto grau de autonomia e liberdades inexistentes na China continental.

O líder do Governo falava no primeiro convívio com a comunicação social em língua portuguesa e inglesa desde que tomou posse, a 20 de dezembro, sucedendo a Chui Sai On, que esteve dez anos no cargo.

Discursando no evento, Ho Iat Seng disse que a imprensa tem desempenhado “funções de elo” entre o Governo e as respetivas comunidades e contribuído “para a promoção da RAEM no exterior”.

“Foi mostrado ao mundo a determinação, o esforço e a visão de Macau em participar na construção da iniciativa `Uma Faixa, Uma Rota` e na potencialização da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, disse.

Neste sentido, lembrou que se realiza este ano – em data ainda a definir – a VI Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), que descreveu como um “grande evento”.

Um dia antes, num almoço com a imprensa chinesa, Ho Iat Seng também assegurou a “liberdade de imprensa de acordo com a lei”, mas, numa tónica não usada hoje, apelou aos jornalistas locais que possam continuar a desenvolver a tradição de “amar a Pátria e a Macau”.

A semana que antecedeu a tomada de posse de Ho Iat Seng, na qual esteve presente o líder chinês, Xi Jinping, ficou marcada por um apertado e inédito controlo das fronteiras de Macau, que resultou em detenções e recusas de entrada no território a ativistas pró-democracia e a jornalistas.

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