Rogério Zandamela apontou os avanços registados na massificação do acesso aos serviços financeiros, quando falava num encontro de avaliação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira.

“A implementação de diversas ações visando a inclusão financeira conduziu ao alcance de um nível de ´bancarização` da economia de 32,7% e um nível de população adulta com contas de moeda eletrónica de 51,3%, em 2018, contra 25,1% e 23,1% em 2017 e 2015, respetivamente”, declarou Zandamela.

A estratégia de inclusão financeira permitiu igualmente que 64% dos distritos do país tenham, pelo menos, um ponto de acesso aos serviços financeiros, contra 58% em 2015.

“O índice de inclusão financeira global, indicador que pondera os níveis de acesso geográfico, demográfico e utilização dos produtos e serviços financeiros situou-se em 14,5 pontos em 2018, contra 14,7 em 2015 e 13,2 em 2011”, referiu.

Dos 154 distritos existentes no país, 65% têm pelo menos uma agência bancária, 84% possuem uma instituição de moeda eletrónica, 59% dos distritos dispõem de pelo menos uma ATM e 24% dos distritos possuem um ponto de contacto com uma instituição seguradora.

Em 2018, Moçambique registava um índice de capitalização bolsista de 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) contra 7,8% em 2015.

O mercado segurador passou a ser responsável por um nível de produção de cerca de 13 mil miliões de meticais (11,5 milhões de euros) em prémios brutos emitidos, o correspondente a uma taxa de penetração dos seguros na economia de cerca de 1.5%.

O governador do Banco de Moçambique adiantou que 40% da população adulta terá acesso físico ou eletrónico a serviços financeiros até 2018 e 60% até 2022.

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