Apesar disso, Abraão de Vasconcelos disse que “em termos de acesso a serviços financeiros, a taxa de inclusão em Timor-Leste é uma das mais elevadas da região”, com variações de município para município.

Os dados do mais recente relatório de melhoria financeira do Banco Central de Timor-Leste (BCTL) mostram uma queda de 67% para 62% da população, no número de utilizadores com acesso a serviços financeiros básicos.

Cerca de 56% dos depósitos e 63% dos empréstimos são de mulheres, com uma penetração reduzida entre os timorenses com menos de 30 anos.

Abarão de Vasconcelos referiu-se ainda ao mercado de crédito em Timor-Leste que continua a ser reduzido, com uma elevada liquidez na banca, apesar do volume total ter crescido de 177 milhões em 2014 para 223 milhões em março deste ano.

O governador, que falava em Díli na reunião com os Parceiros de Desenvolvimento em Timor-Leste (TLDP 2019), detalhou os progressos no desenvolvimento do sistema financeiro timorense onde operam já cinco bancos, o português BNU, o timorense BNCTL e os indonésios Mandiri e BRI, com o australiano ANZ a ter apenas serviços para clientes empresariais.

Para melhorar as estatísticas e os dados, o BCTL quer aumentar o número de acessos à banca nos 12 municípios e na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA).

Em curso está o processo de integração dos bancos que operam no país no sistema nacional de pagamento, onde foi precursor o português BNU e de que também já faz parte o indonésio Mandiri, com ambos a utilizar o sistema de ‘multibanco’ P24.

Além de integrar o timorense Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL) e o indonésio BRI no sistema, está em curso a integração de um fornecedor de serviço de e-wallet e de um sistema regional de switch na rede p24.

Quando estiver totalmente implementada, a rede permitirá integrar o pagamento de impostos, de serviços, de propinas e de eletricidade, entre outros.

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