“Eu não tenho uma explicação lógica” para a ausência de participantes, disse aos jornalistas Olívio Diogo, um dos membros da organização desta concentração.

A convocatória foi feita através das redes sociais e, segundo Olívio Diogo, “muita gente manifestou o interesse em participar, sentem-se vítimas do processo, mas no momento de vir fisicamente manifestar a sua indignação, não aparecem”.

“Isto é um ato de cobardia, é preciso reconhecer”, disse o responsável, considerando, contudo, que mesmo não tendo a concentração sido realizada, os organizadores conseguiram “alguns ganhos”, nomeadamente o facto de a embaixada ter emitido um comunicado “xplicando a tramitação para se conseguir vistos”.

Além disso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros contactou os organizadores, afirmou, considerando: “Para nós, tudo isto é um ganho”.

Olívio Diogo lamentou que, apesar da falta de participação na concentração marcada para hoje, “a luta não para aqui”, prometendo “outras formas de luta”, sem, contudo, especificar quais.

Questionado sobre o porquê da concentração na data em que se assinala o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o responsável explicou: “Nós sabemos que muitos portugueses vivem aqui, muito fazem férias aqui e nós queríamos mostrar a Portugal que este dia em que eles estão a comemorar esta data é um dia marcado pelo serviço precário que têm na embaixada”.

“A embaixada está a festejar o dia, mas devia estar a festejar o dia da vergonha”, disse, lamentando que “as pessoas gastem valores exorbitantes para juntar todos os documentos exigidos pela embaixada, pagam os vistos e os seguros, demoram seis a oito meses para fazerem a marcação e no fim apanham indeferido e não lhes são feitos os reembolsos”.

A polícia cortou as ruas circundantes à embaixada e colocou no local pelo menos 15 agentes policiais, pelo que a concentração só poderia realizar-se a pelo menos 50 metros de distância da embaixada portuguesa.

O embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe, Luís Gaspar da Silva, disse, recentemente, à agência Lusa que Portugal vai instalar um Centro Comum de Vistos no país para responder ao “enorme acréscimo” de pedidos de emissão de vistos para os países do espaço Schengen registado no último ano e meio.

À semelhança do que existe na cidade da Praia, em Cabo Verde, o centro irá emitir vistos de curta duração para todos os Estados Schengen.

O Centro Comum de Vistos deverá começar a funcionar no próximo ano.

Segundo o diplomata, a secção consular da embaixada portuguesa na capital são-tomense tem, atualmente, “cerca de 1.300 pedidos de visto pendentes”, e o tempo de espera para se conseguir uma marcação para pedir o documento ronda os seis meses.

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