O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou hoje Filipe Nyusi pela reeleição para um novo mandato como Presidente da República de Moçambique, destacando a importância das relações entre os dois países.

“O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa felicitou pessoalmente o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, pelo seu novo mandato, sublinhando a importância das relações entre os dois países irmãos”, refere uma mensagem divulgado no sítio oficial da Presidência da República.

Os resultados eleitorais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) no domingo em Maputo deram larga vantagem à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, cujo candidato, Filipe Nyusi, foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato como Presidente, com 73% dos votos.

Para o parlamento, a Frelimo conseguiu eleger 184 dos 250 deputados, ou seja, 73,6% dos lugares, cabendo 60 (24%) à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e seis assentos (2,4%) ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM), anunciou a CNE.

Nas presidenciais venceu Filipe Nyusi, reeleito à primeira volta para um segundo mandato, com 73% dos votos.

Em segundo lugar ficou Ossufo Momade, candidato da Renamo, com 21,88%, e em terceiro Daviz Simango, líder da MDM, com 4,38%.

A Renamo, principal partido na oposição, e o MDM Movimento Democrático de Moçambique, terceira força parlamentar, anunciaram recursos ao Conselho Constitucional dos resultados das eleições gerais.

A Renamo já entregou o recurso pedindo a anulação dos resultados das eleições gerais, e classificou o escrutínio como um “circo”.

“Nós queremos a anulação das eleições, porque elas não foram eleições. Foram uma caricatura, uma exibição circense”, declarou Venâncio Mondlane, mandatário da Renamo junto dos órgãos eleitorais.

Venâncio Mondlane falava aos jornalistas quando a Renamo entregou na CNE o recurso dos resultados eleitorais.

“Nós fizemos o levantamento das gravíssimas irregularidades, dos ilícitos e até dos crimes que ocorreram durante o recenseamento eleitoral, a campanha, votação e, por último, a vergonha superlativa que aconteceu no dia do apuramento dos resultados”, afirmou Venâncio Mondlane.

No recurso que submeteu hoje, prosseguiu, a Renamo juntou 155 queixas que apresentou nos tribunais distritais contra ilícitos eleitorais, acrescentou Mondlane.

Entre os ilícitos, inclui-se o recenseamento de menores, o registo eleitoral de estrangeiros e múltiplas inscrições de eleitores na província de Gaza, sul de Moçambique.

O enchimento de urnas com boletins de voto fora do controlo dos órgãos eleitorais e a inutilização de outros a favor da oposição são também apontados no recurso.

O Governo português saudou na segunda-feira a “participação cívica” dos candidatos e partidos políticos nas eleições gerais de 15 de outubro em Moçambique, manifestando a expectativa no empenho de todos numa genuína reconciliação nacional.

“A preservação da paz é essencial para a prosperidade do povo moçambicano e o desenvolvimento sustentável do país. Portugal espera assim que todos os relevantes atores se empenhem no sentido de assegurar uma genuína reconciliação nacional, incluindo no quadro do Acordo de Paz e Reconciliação assinado a 06 de agosto último”, adiantou, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

No seguimento do anúncio da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, o Governo português felicitou “todos os candidatos e partidos políticos moçambicanos pela sua participação cívica num ato eleitoral de grande importância para o futuro do país”.

Felicitou ainda o Presidente Filipe Nyusi pela sua reeleição e a Frelimo pela vitória nas eleições legislativas e provinciais, bem como os novos governadores provinciais.

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