“É essencial que o Governo que saia das eleições de outubro concretize os passos esboçados e que se impõem em matéria de saúde militar”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa numa intervenção nas comemorações do Dia do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), em Lisboa.

Recordando a proximidade das legislativas de 06 de outubro, o chefe de Estado disse ser “justo esperar da Assembleia da República que aprove o estatuto do antigo combatente, que ficou mais uma vez adiado” na reta final dos trabalhos parlamentares.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda essencial “levar por diante o que a Assembleia da República aprovou, mesmo no termo da legislatura, em matéria de infraestruturas militares, lei hoje publicada”.

O futuro Governo deve criar “fatores favoráveis ao recrutamento e à valorização no cerne das Forças Armadas, que são as suas mulheres e os seus homens”, pediu ainda o Presidente.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, que é o comandante supremo das Forças Armadas, “sem umas Forças Armadas unidas, fortes e prestigiadas não há um Portugal unido, forte e prestigiado”.

E acrescentou: “Não basta termos orgulho nas nossas Forças Armadas, é preciso estarmos todos à altura desse orgulho que proclamamos”.

“As Forças Armadas não têm medo de nada, não têm medo da transparência, do apuramento da verdade, toda, seja em Tancos, seja em tudo o quanto importa ao seu prestígio nacional. Antes, fazem questão de serem as primeiras a exigir esses e outros apuramentos e esperar que constituam a prática comum de todas as instituições que servem e devem servir Portugal”, disse.

No decorrer destas cerimónias, que decorreram em Belém, junto à estátua de D. Nuno Álvares Pereira, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, recordou as missões operacionais em que os militares portugueses estão empenhados, “em quatro continentes e em vários espaços marítimos e aéreos”.

E prosseguiu: “Os militares portugueses desempenham as suas tarefas com brio, competência, humanismo e coragem, qualidades amplamente reconhecidas a nível internacional, facto que nos enche de orgulho, porque é sinal de que dispomos de umas Forças Armadas capazes de honrar o país que servem”.

“É também um sinal do enorme empenho dos chefes de Estado maior da Armada, do Exército e da Força Aérea em garantir elevados padrões de qualidade, no aprontamento dos meios e das forças operacionais”.

Por seu lado, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, recordou duas situações recentes em que as Forças Armadas portuguesas tiveram “particular visibilidade e eficácia”: A ativação da força de reação imediata na resposta nacional à crise em Moçambique, após a passagem do furacão Idai, e a crise energética que, durante o mês de agosto, “justificou o empenhamento dos militares para apoiar o abastecimento energético”.

O ministro recordou que as forças nacionais estão destacadas num leque amplo de missões das Nações Unidas, na NATO e da União Europeia, e também bilaterais, as quais mobilizam cerca de 50 mil militares nas últimas duas décadas.

“Trata-se de um número significativo na nossa sociedade”, disse.

A cerimónia contou ainda com a imposição de condecorações a um conjunto de personalidades e uma homenagem aos militares mortos em combate, que incluiu a deposição de coroas de flores, uma prece do capelão e a passagem de quatro aeronaves F-16M.

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