Dos 13 livros nomeados para o Prémio Booker deste ano, ficam apenas seis finalistas, anunciados esta terça-feira. São eles:

Margaret Atwood (Canadá), The Testaments

Lucy Ellmann (EUA/Reino Unido), Ducks, Newburyport

Bernardine Evaristo (Reino Unido), Girl, Woman, Other

Chigozie Obioma (Nigéria), An Orchestra of Minorities

Salman Rushdie (Reino Unidos/Índia), Quichotte

Elif Shafak (Reino Unido/Turquia), 10 Minutes 38 Seconds in This Strange World.

De fora, ficaram os romances Night Boat to Tangier de Kevin Barry (Ireland), My Sister, The Serial Killer de Oyinkan Braithwaite (Reino Unido/Nigéria), The Wall de John Lanchester (Reino Unido), The Man Who Saw Everything de Deborah Levy (Reino Unido), Lost Children Archive de Valeria Luiselli (México/Itália), Lanny de Max Porter (Reino Unido) e Frankissstein de Jeanette Winterson (Reino Unido).

Há mais de 50 anos que o Prémio Booker reconhece a ficção publicada em língua inglesa, no Reino Unido ou na Irlanda. A primeira seleção foi anunciada em julho: “Se quiser ler apenas um livro este ano, leia estes 13”, disse na altura o diretor do Hay Festival, Peter Florence, que é também o presidente do júri deste ano.

Neste momento já são apenas seis os candidatos ao prémio de 50 mil libras (um pouco mais de 60 mil euros). O vencedor será anunciado a 14 de outubro.

Margaret Atwood, a autora do bestseller A História de uma Serva (que deu origem à série da HBO The Handmaid’s Tale) está nomeada com o seu mais recente livro, The Testaments, que é uma sequela dessa mesma história e que só vai chegar às livrarias a 10 de setembro. A escritora já ganhou o Booker Prize em 2000 com o romance O Assassino Cego e esteve mais três vezes entre os finalistas.

Outro dos finalistas famosos é Salman Rushdie, que também já ganhou o Booker em 1981 com o romance Os Filhos da Meia Noite. O autor de Versículos Satânicos é geralmente apontado como um dos possíveis vencedores do Nobel da Literatura.

“Há muito humor, engajamento político e cultural, uma linguagem com uma beleza estilística ousada e surpreendente. Como toda grande literatura, esses livros estão cheios de vida, com uma humanidade profunda e comemorativa”, comentou Peter Florence, ao anunciar os finalistas. “Temos uma lista de seis livros extraordinários e poderíamos defender cada um deles como vencedor, mas quero brindá-los como ‘vencedores’. Qualquer pessoa que leia todos os seis livros ficará enriquecido e encantado, ficará impressionado com o poder da história e encorajado pelo que a literatura pode fazer para libertar nossa imaginação. “

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