O navio patrulha Zaire da Marinha portuguesa, em missão de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, socorreu, entre sábado e este domingo, um navio à deriva entre as duas principais ilhas daquele arquipélago.

Segundo um comunicado do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), “aos primeiros alvores de hoje [domingo], foi iniciada a operação de reboque para a ilha de São Tomé, tendo esta operação decorrido sem intercorrências, regressando os dois navios ao porto em segurança”.

“O navio português, actualmente operado por uma guarnição mista, constituída por militares portugueses e santomenses, prossegue a sua missão de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, ilustrando a importância da cooperação bilateral entre estes dois países lusófonos, contribuindo, através de um esforço conjunto, para a segurança marítima na região”, refere o EMGFA.

De acordo com a nota, o navio socorrido, o rebocador Bonsai, com pavilhão do Panamá, “efectuava o trânsito entre a ilha do Príncipe e a ilha de São Tomé” e fez um pedido de ajuda à Guarda Costeira “por se encontrar à deriva devido a uma avaria na máquina principal, a 40 milhas náuticas a norte de São Tomé, com quatro tripulantes a bordo”.

O navio patrulha Zaire da Marinha portuguesa largou da Baía Ana Chaves, em São Tomé, pelas 16:00 horas locais (17:00 em Lisboa) de sábado para lhe prestar auxílio, “tendo chegado junto do rebocador ao início da noite e estabelecido contacto, verificando o estado de saúde dos tripulantes e a natureza da avaria”.

“Após inspecção e auxílio da equipa técnica ao navio à deriva, constatou-se a impossibilidade de reparação e, consequentemente, o regresso ao porto por meios próprios”, refere o comunicado.

Antes da operação de reboque para a ilha de São Tomé, efectuada este domingo, “o navio patrulha da Marinha portuguesa proporcionou alimentação e segurança aos tripulantes da embarcação, tendo-a acompanhado durante toda a noite”.

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