A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade já está numa digressão europeia para promover o seu mais recente álbum, “Manga”, lançado em 2019.

A cantora, que Iniciou a sua tournée pela França, vai passar ainda por Reino Unido, Polónia, Bélgica, Portugal, Luxemburgo e termina a sua digressão na Alemanha.

Numa entrevista ao canal televisivo Euronews, Mayra Andrade falou do seu novo álbum e do porquê do nome “Manga”.

“A ideia não era nem fazer música tradicional cabo-verdiana nem ‘afrobeat’, mas encontrar um terreno no meio, que me pertencesse, que fosse meu. Estou super feliz. Acho que conseguimos”, disse.

O disco, ajuntou, chama-se “Manga” porque a manga é uma fruta solar, tropical.

“É a minha preferida e representa uma feminilidade muito sensual”, afirmou Mayra Andrade, em entrevista à Euronews.

Considerada uma das “grandes embaixadoras” da música de Cabo Verde e da língua crioula, a artista aposta num som actual, sem esquecer as raízes.

Três anos após o primeiro álbum, “Navega”, lançado em 2006, a cantora teve a oportunidade de partilhar o palco com Cesária Évora, com quem é frequentemente comparada.

“Havia muito esta tendência em querer comparar ou dizer que eu era a herdeira da Cesária Évora, quando ela ainda estava a andar pelo mundo e a cantar pelos palcos”, disse durante a entrevista.

Apesar de sempre ter entendido isto como um elogio, a cantora e compositora, de 34 anos, disse que isso a incomodou porque Cesária Évora era ainda uma mulher que andava a defender a sua música e o nome pelo mundo.

“O que eu espero é poder fazer, se não tanto quanto ela, o melhor que eu puder para a cultura cabo-verdiana, para a cultura africana e para a cultura do mundo na música. Eu não só quero, mas vou levar o nome do meu país para outros universos”, afirmou a artista cabo-verdiana.

Nascida em Cuba, filha de pais cabo-verdianos, Mayra Andrade já viveu em vários países como Angola, Senegal, Alemanha e França.

A cantora viveu em Cabo Verde em diferentes momentos na sua infância, adolescência e na juventude.

A estada em Paris, em2003, foi “determinante” para a sua carreira, onde em Janeiro de 2004 se apresentou num dos mais consagrados bares de lançamento de artistas da `World Music´, o Satellite Café.

Em 2016, mudou-se para Lisboa e aí inspirou-se para este último disco “Manga”.

Lançou o primeiro álbum intitulado “Navega” em 2006. Em 2009 lançou o álbum Stória, Stória” e no ano seguinte editou o disco “Studio 105”.

Em Novembro de 2013 lançou o álbum “Lovely Difficult”. O disco foi nomeado em França aos prémios “Victoires de la Musique”, na categoria de `World Music´.

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