O metro ligeiro de Macau custou 10,2 mil milhões de patacas (1,14 mil milhões de euros), abaixo da última estimativa, disse hoje o secretário para as Obras Públicas e Transportes.

Prometida e idealizada há mais de uma década, a primeira linha de metro ligeiro de superfície, automático, sem condutor, com tração elétrica e sobre carris de betão, situa-se na ilha da Taipa, e tem 11 estações, incluindo o aeroporto de Macau, o terminal marítimo, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau.

“Prometi que ia inaugurar esta linha até ao final do meu mandato [20 de dezembro] e estou naturalmente satisfeito por ter conseguido cumprir”, disse Raimundo do Rosário após a cerimónia de entrada em funcionamento do metro ligeiro.

O percurso entre a primeira e última estação, com paragens, deverá rondar os 25 minutos para percorrer 9,3 quilómetros. O Governo adquiriu 110 carruagens, com uma capacidade máxima de 100 pessoas por carruagem, e cada composição terá entre duas e quatro carruagens, num total de 400 pessoas.

As autoridades esperam que o metro ligeiro transporte cerca de 20 mil passageiros por dia, mas o secretário admitiu que é um valor “altamente falível”. “Reconheço que a utilidade desta linha é ainda limitada, porque ainda só circula na Taipa, por isso não sei qual o grau de recetividade”, explicou Raimundo do Rosário.

Para atrair mais passageiros, o metro ligeiro entra em funcionamento esta tarde com viagens gratuitas até ao fim do mês.

As tarifas foram hoje publicadas no Boletim Oficial de Macau e vão desde as seis patacas (0,67 euros) por uma zona, que inclui três estações, até 10 patacas (1,12 euros) para percorrer toda a linha.

“Tivemos uma grande preocupação que o sistema fosse igual ao dos autocarros”, explicou Raimundo do Rosário, sublinhando que bebés, idosos e pessoas com deficiência estão isentos, enquanto crianças, estudantes e portantes do cartão eletrónico pré-pago do metro terão descontos entre 50 e 75 por cento.

O Governo de Macau tem previsto construir mais duas linhas, a da península de Macau e a de Coloane, mas ainda não divulgou os planos de construção.

A extensão do metro até à Barra, no sul da península de Macau, estará pronta até 2023, com a ligação feita no piso inferior da ponte Sai Van, reiterou o secretário. Raimundo do Rosário acrescentou que já está também a trabalhar numa nova linha para o complexo de habitação pública de Seac Pai Van, em Coloane, e na ligação com o comboio rápido que vem de Guangdong e termina na vizinha ilha da Montanha.

Publicidade