A empresa disse que um grupo de ‘hackers’ com ligações ao governo da Rússia criou domínios internet falsos que imitavam as páginas de dois ‘think tanks’ (grupos de análise política) conservadores norte-americanos, o Hudson Institute e o International Republican Institute.

Outros três domínios falsos foram desenhados para parecerem pertencer ao Senado dos Estados Unidos.

O objetivo era fazer crer aos internautas que estavam a aceder aos ‘sites’ dessas organizações e entrar nos seus computadores para lhes roubar dados, nomeadamente palavras-passe.

Estas tentativas de ‘hacking’ são semelhantes aos ataques informáticos russos anteriores às eleições presidenciais norte-americanos de 2016, que segundo os serviços de informações norte-americanos visavam ajudar a eleição de Donald Trump prejudicando a adversária democrata, Hillary Clinton.

Desta vez, mais do que ajudar um partido político em detrimento do outro, “a ação centra-se mais fundamentalmente em prejudicar a democracia”, disse Brad Smith, presidente da Microsoft.

A empresa designa o grupo de ‘hackers’ como ‘Strontium’, mas outras entidades chamam-lhe ‘Fancy Bear’ ou ‘APT28’.

Uma acusação formulada pelo procurador especial Robert Mueller afirma que o grupo está ligado à principal agência de informações russa, GRU, e aos crimes informáticos contra o Comité Nacional Democrata e a campanha Clinton nas presidenciais de 2016.

“Não temos qualquer dúvida” de quem é responsável por estes ataques, disse Brad Smith.

A Microsoft instaurou um processo ao ‘Strontium’ num tribunal federal da Virgínia no verão de 2016.

Em 2018, foi autorizada pelo tribunal a apreender domínios falsos criados pelo grupo, ordem que usou até agora para encerrar 84 ‘sites’ falsos.

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